Documento 18/1 - Comunicações na televisão portuguesa para divulgação do Acordo

Zona de identificação

Código de referência

ES AGLP ES GA 15700 AGLP FON-6-6.1-6.1.1-18/1

Título

Comunicações na televisão portuguesa para divulgação do Acordo

Data(s)

  • 1986-7-18 (Produção)

Nível de descrição

Documento

Dimensão e suporte

13 folhas

Zona do contexto

Nome do produtor

Nunes, Jacinto, 1926-2014 (1926-01-27/2014-07-14)

História biográfica

Jacinto Nunes nasceu em Lisboa, licenciou-se no Instituto Superior de Ciências Económicas e Financeiras (ISEF), iniciando a sua carreira de professor em 1948. Entre1950 e 1952 rege, no Instituto Superior Técnico a cadeira de Economia. Em 1954 doutora-se em Economia pelo Instituto Superior de Ciências Económicas e Financeiras, defendendo a tese “Rendimento Nacional e o Equilíbrio Orçamental”. Ocupou outros diversos cargos, de alguma forma ligados ao ensino na Junta Nacional de Educação, como seja o acompanhamento e avaliação do ensino superior.
Depois de se jubilar no Instituto Superior de Economia e Gestão, em 1996, a sua carreira foi ainda reconhecida, em 2002 pela Universidade de Coimbra, ao atribuir-lhe o título de Doutor Honoris Causa em Economia.
Paralelamente à vida académica, desempenhou variadíssimos cargos e funções. Na OECE entre 1959 e 1965 – onde representou Portugal no Comité de Política Económica – e, durante esse período, participou nas negociações que conduzirião à adesão de Portugal ao Fundo Monetário Internacional. Como representante de Portugal, seria nesta instituição Governador entre 1960 e 1975 e posteriormente entre 1980 e 1985. Em 1960 foi nomeado vice-governador do Banco de Portugal, cujas funções ocuparia até 1975 e novamente, como governador entre 1980 e 1985. Entre 1976 e 1980 ocupou o cargo de Administrador-Geral na CGD e presidente do Conselho de Administração, cargo que acumulou com o de presidente do Conselho Nacional de Rendimentos e Preços, entre 1976 e 1977, e com o de governador, por parte de Portugal, do Banco Mundial, entre 1978 e 1979.
Vogal da Comissão Revisora de Contas da Fundação Calouste Gulbenkian a partir de 1979, regressou, no ano seguinte, à governação do Banco de Portugal, onde permaneceu até 1985.
A sua participação política traduziu-se, fundamentalmente, no exercício dos cargos de Subsecretário de Estado do Tesouro (1955-1959), vice-primeiro-ministro para os Assuntos Económicos e Integração Europeia e ministro das Finanças e do Plano, ambos, entre 22 de novembro de 1978 e 8 de agosto de 1979, na vigência do IV Governo Constitucional.
Sócio e membro de várias agremiações de âmbito cultural e económico, de que se destacam a Academia das Ciências de Lisboa, a Sociedade de Geografia, a American Economic Association e a Econometric Society, foi agraciado com as mais altas condecorações tanto em Portugal como no estrangeiro.
Autor de numerosos estudos económico-financeiros, com destaque para Estrutura da Economia Portuguesa (em parceria, 1954), Dívida Pública e Rendimento Nacional, Desenvolvimento Económico e Planeamento, Keynes e a Nova Política Económica e De Roma a Maastricht (1993). Dirigiu, também, a coleção “Estudos de Economia Moderna” e foi consultor principal da coleção “História do Pensamento Económico Português”.

Nome do produtor

Academia das Ciências de Lisboa (1779-12-24/-)

História administrativa

A Academia das Ciências de Lisboa foi fundada a 24 de dezembro de 1779, com beneplácito da rainha D. Maria I. Os grandes responsáveis e mentores pela concretização deste projeto foram, sobretudo, o 2.º Duque de Lafões, D. João Carlos de Bragança, primeiro Presidente, e o abade José Corrêa da Serra, primeiro Secretário-geral, que, conhecedores das sociedades congéneres europeias conceberam para Portugal uma instituição semelhante.
A primeira sessão realizou-se a 16 de janeiro de 1780. Entre várias propostas, o lema da instituição passou a ser a sentença de Fedro:
Nisi utile est quod facimus stulta est gloria.
Se não for útil o que fizermos a glória será vã.

Denominada Academia Real das Sciencias de Lisboa, assumiu a designação atual em 1910. É uma instituição de âmbito nacional que, desde sempre, mantém relações com congéneres de outros países.
A Academia ajudaria a promover a Ciência e o Ensino. Compunha-se das Classes de Ciências Naturais, Ciências Exatas e Belas-Letras, com Sócios Efetivos e Correspondentes, além de Correspondentes estrangeiros. Como na congénere francesa, eram encorajados a participar – recebendo um jeton de prata pela participação nas sessões, prática a que orçamentos restritos puseram fim. Após a instalação no antigo Convento de Jesus, da Ordem Terceira, alocado em 1834, uma Reforma dos Estatutos (1851) reorganizou a Academia nas Classes de Ciências e de Letras, que se mantêm.
A Academia das Ciências de Lisboa tem desempenhado papel ímpar no que concerne às Ciências Exatas, Naturais e Humanas, Tecnologias e Economia. As Memórias que tem vindo a editar espelham a História das Ciências e das Letras em Portugal, bem como a evolução do estado científico e cultural do país.
Pela atividade, tradição e espólio, tem desempenhado papel relevante na História das Ciências e do Ensino Superior, ministrado na Academia, ou sob sua administração, desde o século XVIII. Ensinaram-se Física, Química e Ciências Naturais. Realizaram-se Congressos, Colóquios e outros eventos com grande projeção internacional. Foram numerosas as Comunicações apresentadas e as edições de obras, muitas de grande vulto, científicas e outras, como a Portugaliae Monumenta Historica. Muitos foram os Sócios notáveis, como Alexandre Herculano.
A Academia tem sofrido graves inconvenientes pela eternização de ocupações de espaços seus em exclusivo benefício de interesses alheios. Atravessou períodos brilhantes a par de crises, a maior parte das quais a política nefasta de Teófilo Braga logo em fins de 1910: despeitadíssimo por não ter sido reeleito para a vice-presidência, tentou-a destruir em favor de outra por ele criada, eliminando a Tipografia – apesar dos seus relevantes serviços –, transferindo pessoal, cortando verbas, dificultando a administração, etc.
Porém, não entrou em letargia. Prosseguiu intensa atividade, com apresentação de Comunicações; Investigação; Intercâmbio internacional; difusão de conhecimentos através de edições e da Internet; ações do Instituto de Altos Estudos, com realce para estudos académicos para seniores; exposições temporárias, enquanto procuramos reunir condições para expor o rico património museológico; bem como prestação de serviços.
Com altos e baixos a refletirem as condições do País e apesar de graves carências de recursos, de restauro e manutenção do Património, a Academia mantém-se como um fórum de progresso e debate onde sempre coexistiram ideias e posições muito diversas.

História do arquivo

Fonte imediata de aquisição ou transferência

Zona do conteúdo e estrutura

Âmbito e conteúdo

Escrito do presidente da Academia das Ciências de Lisboa, Manuel Jacinto Nunes, acompanhado dos textos das comunicações lidas na radiotelevisão portuguesa para à divulgação do Acordo.

Relação de documentação:


  • "Sobre a supressão do acento nas palavras esdrúxulas" por Américo da Costa Ramallo, professor catedrático da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, 3 f.
  • "O novo Acordo Ortográfico" por João Malaco Casteleiro, 2 f.
  • "O novo Acordo Ortográfico" por João Malaco Casteleiro, 3 f.
  • "Unificação ortográfica, porquê?" por Fernando Cristovão, 2 f.

Avaliação, selecção e eliminação

Ingressos adicionais

Sistema de organização

Zona de condições de acesso e utilização

Condições de acesso

Condiçoes de reprodução

Idioma do material

Script do material

Notas ao idioma e script

Características físicas e requisitos técnicos

Instrumentos de descrição

Zona de documentação associada

Existência e localização de originais

Existência e localização de cópias

Unidades de descrição relacionadas

Descrições relacionadas

Zona das notas

Identificador(es) alternativo(s)

Pontos de acesso

Pontos de acesso - Assuntos

Pontos de acesso - Locais

Pontos de acesso - Nomes

Zona do controlo da descrição

Identificador da descrição

Identificador da instituição

Regras ou convenções utilizadas

Estatuto

Nível de detalhe

Datas de criação, revisão, eliminação

Línguas e escritas

Script(s)

Fontes

Zona da incorporação

Assuntos relacionados

Pessoas e organizações relacionadas

Locais relacionados

Depósito físico

  • Caixa: 18