Academia das Ciências de Lisboa

Área de identificación

Tipo de entidad

Entidad colectiva

Forma(s) autorizada(s) del nombre

Academia das Ciências de Lisboa

Forma(s) paralela(s) de nombre

Forma(s) normalizada del nombre, de acuerdo a otras reglas

Otra(s) forma(s) de nombre

  • Academia Real das Sciencias de Lisboa (1779/1910)

Identificadores para instituciones

Área de descripción

Fechas de existencia

1779-12-24/-

Historia de la institución

A Academia das Ciências de Lisboa foi fundada a 24 de dezembro de 1779, com beneplácito da rainha D. Maria I. Os grandes responsáveis e mentores pela concretização deste projeto foram, sobretudo, o 2.º Duque de Lafões, D. João Carlos de Bragança, primeiro Presidente, e o abade José Corrêa da Serra, primeiro Secretário-geral, que, conhecedores das sociedades congéneres europeias conceberam para Portugal uma instituição semelhante.
A primeira sessão realizou-se a 16 de janeiro de 1780. Entre várias propostas, o lema da instituição passou a ser a sentença de Fedro:
Nisi utile est quod facimus stulta est gloria.
Se não for útil o que fizermos a glória será vã.

Denominada Academia Real das Sciencias de Lisboa, assumiu a designação atual em 1910. É uma instituição de âmbito nacional que, desde sempre, mantém relações com congéneres de outros países.
A Academia ajudaria a promover a Ciência e o Ensino. Compunha-se das Classes de Ciências Naturais, Ciências Exatas e Belas-Letras, com Sócios Efetivos e Correspondentes, além de Correspondentes estrangeiros. Como na congénere francesa, eram encorajados a participar – recebendo um jeton de prata pela participação nas sessões, prática a que orçamentos restritos puseram fim. Após a instalação no antigo Convento de Jesus, da Ordem Terceira, alocado em 1834, uma Reforma dos Estatutos (1851) reorganizou a Academia nas Classes de Ciências e de Letras, que se mantêm.
A Academia das Ciências de Lisboa tem desempenhado papel ímpar no que concerne às Ciências Exatas, Naturais e Humanas, Tecnologias e Economia. As Memórias que tem vindo a editar espelham a História das Ciências e das Letras em Portugal, bem como a evolução do estado científico e cultural do país.
Pela atividade, tradição e espólio, tem desempenhado papel relevante na História das Ciências e do Ensino Superior, ministrado na Academia, ou sob sua administração, desde o século XVIII. Ensinaram-se Física, Química e Ciências Naturais. Realizaram-se Congressos, Colóquios e outros eventos com grande projeção internacional. Foram numerosas as Comunicações apresentadas e as edições de obras, muitas de grande vulto, científicas e outras, como a Portugaliae Monumenta Historica. Muitos foram os Sócios notáveis, como Alexandre Herculano.
A Academia tem sofrido graves inconvenientes pela eternização de ocupações de espaços seus em exclusivo benefício de interesses alheios. Atravessou períodos brilhantes a par de crises, a maior parte das quais a política nefasta de Teófilo Braga logo em fins de 1910: despeitadíssimo por não ter sido reeleito para a vice-presidência, tentou-a destruir em favor de outra por ele criada, eliminando a Tipografia – apesar dos seus relevantes serviços –, transferindo pessoal, cortando verbas, dificultando a administração, etc.
Porém, não entrou em letargia. Prosseguiu intensa atividade, com apresentação de Comunicações; Investigação; Intercâmbio internacional; difusão de conhecimentos através de edições e da Internet; ações do Instituto de Altos Estudos, com realce para estudos académicos para seniores; exposições temporárias, enquanto procuramos reunir condições para expor o rico património museológico; bem como prestação de serviços.
Com altos e baixos a refletirem as condições do País e apesar de graves carências de recursos, de restauro e manutenção do Património, a Academia mantém-se como um fórum de progresso e debate onde sempre coexistiram ideias e posições muito diversas.

Lugares

Academia das Ciências de Lisboa
R. da Academia das Ciências, 19
1249-122 Lisboa

Estatuto jurídico

Instituição científica de utilidade pública

Funciones, ocupaciones y actividades

Nos termos estatutários, incumbe à Academia das Ciências de Lisboa:
– promover a investigação científica e divulgar os seus resultados;
– impulsionar o estudo da História de Portugal e suas relações com outros povos;
– fomentar o enriquecimento do pensamento, da literatura, da língua e demais fontes da ciência e da cultura nacionais;
– contribuir para o desenvolvimento da ciência e progresso cultural do país;
– assegurar ao Governo português consultoria em matéria linguística e científica de interesse nacional, coordenando a sua ação com a Academia Brasileira de Letras e com a rede das academias europeias e mundiais, com especial atenção às dos países de expressão portuguesa e aos núcleos portugueses no estrangeiro;
– contribuir para a sociedade de informação, do saber e da sabedoria com vista à valorização da participação portuguesa no globalismo.

Mandatos/fuentes de autoridad

A Academia das Ciências de Lisboa é uma instituição científica de utilidade pública, dotada de personalidade jurídica e de autonomia administrativa, atualmente sob a tutela do Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior. Rege-se pelo Decreto-lei n.º 157/2015, de 10 de agosto (Estatutos ACL) e pelo Regulamento n.º1092/2016, de 23 de novembro.
Nos dois primeiros artigos dos seus estatutos, é estabelecido que a ACL pode exercer a sua atividade em todo o território português e pode ser alargada aos países estrangeiros, designadamente os de expressão portuguesa, nas formas previstas ou permitidas pelos acordos, convénios culturais e demais normas de cooperação internacional.

Estructura/genealogía interna

Contexto general

Veio ao encontro de necessidades de um país onde, em pleno Iluminismo, se sentia crescente necessidade de desenvolver o conhecimento das Ciências, Humanidades, Tecnologia e Economia. Ao período de progresso científico e técnico nos séculos XV e XVI, mantido depois, por exemplo no Colégio de Santo Antão, parece ter havido uma quebra, sem embargo de atuações progressivas a partir de fins do século XVII, com a criação de academias particulares. Progresso que prosseguiu no reinado de D. João V, por exemplo, ao instituir a Academia da História e um “Gabinete” de História Natural, organizado por um naturalista, Merveilleux, recrutado com a anuência do rei de França. Porém, a destruição do Paço da Ribeira apagou os seus vestígios. Nada sabemos da sua possível riqueza.
Reinando D. José, houve reformas progressivas, nem sempre concretizadas por falta de pessoal qualificado, não inteiramente colmatada por contratações de estrangeiros. Não será estranha a dureza do regime pombalino, que tantos fez emigrar. Pesa, entre outras, a Reforma da Universidade, o que criou uma situação nova, contudo, nem sempre satisfatória, pelo que muitos lentes se transferiram para a Capital na primeira oportunidade.
Progresso notório ocorreu após a ‘viradeira’. Enfim, muitos puderam regressar, com outras luzes. Havia que criar uma Instituição vocacionada para o desenvolvimento, sem as limitações da extinta Academia da História. Houve quem (Vandelli) preconizasse que a Instituição a criar se restringisse às Ciências e aplicações, opinião que não foi seguida

Área de relaciones

Área de control

Identificador de la descripción

GA/AGLP20200206 01

Identificador de la institución

Reglas y/o convenciones

Norma Galega de Descrición Arquivística (NOGADA), versão 2ª, Fevereiro 2010
International Standard Archival Autorithy Records for Corporate Bodies, Persons and Families (ISAAR (CPF)), versão 2ª, 2004
Datas de existencia (ISO 8601)

Estado de descripción

Nivel de detalle

Parcial

Fechas de creación, revisión y eliminación

2020-02-06 (Datas de criação) [ISO 8601]

Idioma(s)

  • portugués

Escritura(s)

Notas de mantenimiento